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Eficiência e rapidez

Arquitetura & Construção – Abril, 2004.

Reportagem: Patrícia Patrício
Fotos: divulgação

Se você quer uma construção com essas qualidades, conheça as alternativas industrializadas.
Projetos personalizados, canteiros limpos e mão-de-obra especializada são as vantagens destes sistemas, que utilizam aço, madeira, concreto e plástico.

O que vem à cabeça quando se fala de obra rápida é a pré-fabricada. Mas não se trata disso. Nos sistemas industrializados, o projeto, feito sob medida pelo arquiteto de sua preferência, respeita o terreno e as necessidades dos moradores, e a fundação é idêntica à da construção convencional. O canteiro vira uma linha de montagem. Perfis delgados e chapas chegam no tamanho certo para perfazer as paredes. Como o pedreiro não precisa assentar tijolo por tijolo, tudo termina mais rápido e com menos entulho. Além disso, as reformas futuras ou a manutenção das instalações são facilitadas, pois é melhor desencaixar uma placa do que quebrar tijolos. O material das casas varia como veremos a seguir.


STEEL FRAME

Estrutura: perfis de aço galvanizado formam o esqueleto de paredes auto-portantes (que sustentam a construção sem a necessidade de pilares e vigas de maiores dimensões). Essas molduras são instaladas na vertical, como minipilares, e na horizontal, como montantes.

Fechamento: nas paredes internas, utiliza-se chapa de gesso acartonado ou OSB (oriented strand board), que é uma placa de pedacinhos de madeira dispostos em direções variadas, colados e prensados. Toda a casa. inclusive o telhado, é revestida de uma manta chamada Tyvek, da DuPont, produto que deixa a umidade sair, mas impede sua entrada. Uma opção de fechamento para as paredes externas é a chapa cimentícia, mais resistente às ações do sol e da chuva.

Tempo de instalação: uma casa térrea de 200m² fica pronta em quatro meses. A estrutura se ergue entre cinco e dez dias.

Quem executa: Building Control (fechamento de OSB e chapa cimentícia). U.S. Home (OSB). Seqüência (gesso acartonado, OSB e chapa cimentícia) e Neohaus (fechamento de gesso acartonado ou OSB e chapa cimentícia).

Custo por m²: entre R$ 600 e R$ 1,5 mil (o valor máximo refere-se ao sistema da Neohaus, que inclui equipamentos de segurança e eletrodomésticos como fogão e geladeira. Os preços são de material e mão-de-obra).*

*Custos pesquisados em janeiro, fevereiro e março de 2004 em São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. Os valores Incluem mão-de-obra e material da fundação ao acabamento.

Com tecnologia vinda dos Estados Unidos e do Canadá, operários da U.S. Home montam as molduras de aço: guias (na horizontal) e montantes (na vertical).

Esta casa da Building Control teve as paredes erguidas com perfis de aço (steel frame) e OSB.
Levou sete meses para ficar pronta. Por dentro, antes de completar as paredes, instalam-se os tubos e fios.

Esta casa da Neohaus remete à arquitetura colonial americana.
Uma prova de que esses sistemas se adaptam a qualquer estilo arquitetônico: é só escolher o de sua preferência e contratar o profissional de sua confiança .


CONCRETO

Estrutura: o concreto pré-moldado se ergue sobre a fundação, que pode ser de sapatas isoladas (para casas com dois ou mais pavimentos, em qualquer tipo de solo) ou vigas baldrame (obras térreas assentadas em solo bem firme). A armação do telhado é feita de madeira.

Fechamento: paredes de placas de concreto pré-moldado.

Tempo de instalação: mínimo de 30 dias para uma casa de 1oo m².

Quem executa: Itakits, que antes era fabricante apenas de casas pré-fabricadas.

Custo médio: uma obra de 1oo m² sai por R$ 450 mil.

Parece uma singela e convencional moradia de tijolos, mas este modelo da ItaKits, construído no interior paulista utiliza painéis de concreto pré-moldado.


 

SISTEMA MISTO

Apesar de tudo que você já leu, ainda não consegue abrir mão de uma casa de tijolos? A alternativa é a mistura de sistemas. A Smart Home, que construiu o modelo da foto, em São Paulo, usa a alvenaria estrutural para erguer as paredes externas e sustentar a construção. As paredes internas são de gesso acartonado ou chapas cimentícias.
Uma casa térrea de 200m² fica pronta em 120 dias.
Custo médio por m² R$1000.


PLÁSTICO

Há dois fabricantes que trabalham com esse material. A Medabil, que faz a Casaforte, une PVC estruturado ao concreto leve (à esquerda, a foto mostra a execução de um pilar que será preenchido com concreto). A Casa Prática utiliza painéis de plástico reforçado com fibra de vidro, montados em estrutura metálica. As paredes podem ficar aparentes - nesse caso, O PVC leva proteção de dióxido de titânio - ou receber acabamentos convencionais: pintura, textura, cerâmica. São construções de baixo custo e muito usadas em condomínios populares. Ao encomendar 50 casas, o preço por m² é de R$ 380 (Casa Prática, sem fundação) e R$ 500 (Casaforte). Pedidos de menos unidades têm preços mais altos.
Depois que a parte de plástico está montada, a empresa, Medabil, preenche o que for necessário com concreto.
O sistema ainda sai caro para quem faz uma única encomenda.

MADEIRA

Estrutura: na armação, utiliza tanto espécies nativas (cumaru, jatobá) quanto de reflorestamento, sempre aparelhadas (serradas e cortadas em tamanhos-padrão). Outro método emprega paredes portantes de madeira, recheadas com lã de vidro para o isolamento termoacústico.

Fechamento: placas de OSB (paredes internas) e placas cimentícias (externas) se somam à estrutura feita com espécies vindas do Norte do Brasil. É possível também usar madeiras de reflorestamento com placas de concreto celular.

Tempo de instalação: cerca de dois meses para uma obra de 200m²'.

Quem executa: BattistelIa (estrutura de madeira de reflorestamento com paredes de placas de concreto celular), Condor (paredes auto-portantes de madeira maciça) e Ita (estrutura de madeira nativa com placas de OSB e cimentícias).

Custo por m²: entre R$ 1000 e R$ 1,3 mil.

A obra desta casa (Battistella) mostra a estrutura de madeira reflorestada e chapas de OSB na parede e no telhado. Veja abaixo, outra casa - nem parece que é de madeira, pois painéis e estrutura foram pintados. É opção do cliente mostrar o que está por dentro da parede.

Nesta edícula, em São Paulo, a estrutura é de jatobá. Sobre as placas de OSB, a construtora lta colocará manta Tyvek e chapas cimentícias. No telhado, as placas de OSB perfazem o forro. Repare, no detalhe da parede, que elas ficam longe do baldrame, pois são sensíveis à umidade.
 
   
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